01.11
O BUSSABLOG com muito Rock e Banda NAJA.
Antes de qualquer coisa, quero dizer que o texto sera escrito sem acentuacao devido a mudancas no teclado…
Numa paisagem bucolica, num local ermo, la esta ele… incansavel… e sempre estudando uma maneira de conseguir seu objetivo. Ele tem ideias mirabolantes, planos altamente complexos, calculos e medicoes exatas, mas nao adianta. Na hora H algo sai errado e ele nao consegue finalizar seu plano. Muitas vezes ele esta com a faca e o queijo nas maos e tudo parece favorecer seu sucesso, mas quando tudo esta para acontecer vem uma situacao inesperada, que pode ser um revez, um detalhe ou mesmo o destino… e acaba o afastando de seu bem sucedido plano. As vezes ate coisas totalmente inesperadas acontecem, como serrar uma ponte e a montanha cair, desafiando totalmente a lei da gravidade e a logica das coisas. Por mais que ele se empenhe nunca consegue um final satisfatorio, mesmo saindo tudo conforme o planejado. Mas apesar dele nao ser brasileiro, nao desiste nunca e sempre esta a bolar algo que o leve ao seu objetivo. Se ele vai conseguir?? Talvez nao, mas isso nao importa. O que vale eh que ele eh movido pelo desafio da tentativa. O melhor plano sera sempre o proximo e se conseguir seu objetivo, talvez tenha que mudar o foco, mas se nao conseguir, o importante eh correr atras. Podemos levar essa ideia adiante e passa-la pra o nosso dia a dia. Por enquanto eh isso. Um feliz natal e que 2012 seja repleto de conquistas… porque as lutas virao com certeza… Abs!
THE UNCLES Pt.3 – O SHOW
Para acompanhar a saga completa, recomendo ler primeiro as matérias THE UNCLES Partes 1 e 2 postadas recentemente aqui mesmo no blog…
De início, gostaria de agradecer a todas as pessoas que tornaram tudo isso possível. A todas as esposas que emprestaram seus maridos para os ensaios, meu muito obrigado. À minha esposa que ficou com os dois bagunceiros enquanto acertávamos os detalhes das músicas e do show, deixo aqui registrado minha gratidão, amor e admiração.
Ao Glauco, que inicialmente conversei para que pudéssemos concretizar esse projeto, ao Rogério por aceitar de imediato fazer parte dele, meu muito obrigado. Na verdade esse projeto só faria sentido se fosse feito com esses caras, que são os responsáveis diretos pela minha iniciação como “tocador de baixo”, além de excelentes amigos que se mostram sempre presentes. Ao Gustavo “vai Vettel…”, que além de meu primo se mostrou um exímio tecladista, humilde, prestativo, disponível, além de uma segunda voz de raro talento. Montar o projeto com esses três culminou na atmosfera perfeita para que os ensaios fluíssem de maneira natural e com grande êxito . Agradeço também ao Neto, amigo / irmão muito querido que topou no ato fazer uma participação especial e se colocou a disposição para o que fosse preciso. Ao Régis deixo meu muito obrigado e meu pedido de desculpas, pois não conseguimos sua participação especial devido a limitações de agenda durante os ensaios no curto período que tínhamos, além de problemas técnicos que fizeram com que alterássemos a data e local do show de última hora.
Agradeço também ao público que nos prestigiou no ESPAÇO AFINAL, em especial aos meus pais, (seu Dimas e dona Graça) minha irmã gravidinha (“tadinha” da Aninha…), Paulo “cunha”, meu grande amigo Juwando, Adriana, Luis e toda a moçada. A dupla infalível Mau/Mara que sempre nos apóia. Fabião, Terezinha e Cau… foi um enorme prazer ter vcs lá conosco, Brunão, que boa surpresa! Foi ótimo tê-lo com a gente lá!. Abel e Célia…valeu. Nando e Ana, que bom vcs estarem lá. Grande Rômulo. Parceirão que sempre apóia a banda comigo ou semmigo. Enfim, sem me estender, gostaria de agradecer a todos pela presença e espero que tenha sido tão bom pra vcs quanto foi pra gente lá em cima do palco.
Vou começar do começo… A minha expectativa pra esse show era a maior que eu já havia sentido pois não era apenas um show. Tudo veio à tona no dia D. Me preparei com o máximo que eu podia dar durante os ensaios, conversas e acertos com relação às músicas, o que tocar, como distribuir o set, enfim, todos os detalhes eram uma grande preocupação. Vinte anos longe dos palcos não apagaram o prazer e a emoção de subir nele. Com esse show realizei alguns sonhos de outrora, como por exemplo, montar um repertório baseado em rock pesado dos anos 80 e muita coisa boa dos 70 e 60. Ter meu pai na platéia também foi mágico, pois eu sempre quis mostrar a ele que o tiozinho aqui não serve só pra olhar crianças… se espremer ainda sai um bom caldo rock’n’roll… Tocar BEATLES pra ele foi uma honra (não sei bem se ele gostou, mas fizemos o nosso melhor)… Ter minha esposa lá também foi ótimo. Estamos juntos há quase 15 anos e ela nunca tinha visto eu tocar um show completo (não sei também se me ver tocando um show completo era exatamente um sonho que ela tinha, mas de qualquer forma ela assistiu… até o fim…). Fato é que no dia e hora marcado estávamos lá.
O show foi pensado para que a principal estrela não fosse nenhum de nós. Queríamos que o destaque ficasse por conta do repertório, que foi escolhido a dedo com representantes de peso do cenário mundial do rock pesado. E no fim das contas acho que conseguimos. Queria que, apesar de ser um repertório pesado, as pessoas conhecessem e identificasse épocas de suas vidas conforme as músicas iam passando.
Pra tentar ganhar a galera, nada melhor que começar com um clássico do QUEEN que todo mundo conhece.WE WILL ROCK YOU numa versão rock’n’roll é sempre uma boa pedida para esquentar qualquer coisa. Na verdade essa música nós nunca tínhamos tocado juntos… nem separados. Foi um desafio, mas deu certo. Na sequencia mandamos um clássico do mundo do surf-rock. BREAKING ALL THE RULES manteve o alto astral e tava na ponta da língua do pessoal. Essa música seria presença obrigatória no set list, pois essa foi uma das primeiras canções que aprendi a tocar nos idos de 1988. Lembro que ensaiávamos essa música para esse show e me vinham muitas lembranças da época em que éramos todos adolescentes tentando nosso lugar ao sol. A terceira canção tinha que ter muita energia. CRAZY TRAIN foi selecionada para manter a “pegada” da banda. Esse clássico do Ozzy tem seu riff composto pelo brilhante RANDY RHOADS e com certeza está no subconsciente de qualquer pessoa que um dia ouviu meia hora de rock de boa qualidade.
Depois disso, entramos com uma sequencia de rock nacional. Inicialmente pensamos em tocar NX ZERO, RESTART… nãããããooo. Não é uma boa idéia (na verdade nem pensamos em tocá-los de fato. O dia que eu pensar nisso podem me internar, mas não esperem que eu melhore…). Falando sério, tínhamos que fazer uma sequencia que tinha a ver conosco, e nada melhor que reviver o bom e velho rock nacional dos anos 80. Começamos com BETE BALANÇO. Clássico do Barão Vermelho e sempre presente nos shows do NAJA desde o começo da banda. Acho que nem o Frejat tocou tanto essa música quanto o Naja. Sem demora entramos com QUE PAÍS É ESSE. Letra infelizmente sempre atual abrilhantou o set representando o eterno Legião Urbana. ENVELHEÇO NA CIDADE do Ira! Vem para homenagear todos os aniversariantes dos últimos 20 anos em que estive longe dos palcos. Ficou tão boa que deveríamos tê-la tocado mais umas 20 vezes… Nesse “meião” eu queria fazer uma homenagem ao NAJA anos 80, e nada mais indicado para o momento do que incluirmos AVENTUREIRO. Letra e música do Paulo da Matta. Na verdade poderíamos ter escolhido dezenas de outras canções da banda que seria bem representada, mas essa em especial exprime com muita propriedade o espírito de juventude e aventura que sempre deve estar dentro de nós. Ela veio na sequencia e foi muito emocionante tocá-la aos 40 anos. Depois disso veio o clássico do Ultraje. CIÚME tem uma boa pegada e mantém a energia das nacionais. Para fechar essa seleção, elegemos POLÍCIA dos Titãs como a derradeira. Colocamos um pouco mais de velocidade e demos uma cara meio “Sepultura” a ela, assim como Andreas & CIA já haviam feito. No meio dela incluímos a inoxidável GAROTA DE BERLIM no esquema medlley.
De volta às importadas, nada melhor que retornar em grande estilo e HEY JOE é sempre uma boa surpresa e uma ótima representante dos anos 60. Foi uma das canções que deu “liga” à banda. Quando a executamos pela primeira vez nos ensaios percebemos que ali tinha algo especial e que a química mágica havia acontecido. Mantendo a mesma linha, continuamos nos anos 60 e fizemos uma homenagem dupla. WHILE MY GUITAR GENTLY WEEPS nos permitiu lembrar a memória de George Harrison (e claro, dos Beatles) e de Jeff Healey, que foi o responsável pela versão que acabamos executando. Essa foi pro “seu Dimas”… Fechando a sessão psicodelia, BORN TO BE WILD numa releitura Steppenwolf/The Cult levantou a galera e trouxe à tona a emoção dos anos dourados. Muita gente cantou e agitou conosco. Agora homenageando a década seguinte, o clássico SMOKE ON THE WATER do Purple deu trabalho mas foi executada até o fim. Digo que deu trabalho pois os dedos de um tocador de baixo de 40 anos de idade e que está parado há 20 anos já não tem mais a mesma resistência. Mas o palco faz milagres e tudo correu bem. Essa foi para o Nando e pra Ana. Mais uma vez obrigado pela presença. Ainda nos anos 70, fechamos o primeiro bloco com o clássico HIGHWAY TO HELL. Apesar de não ter dado certo a participação especial do Régis (desculpe meu amigo) que cantaria essa música, conseguimos executá-la “entre tapas e beijos”. Foi um bom encerramento para o primeiro tempo.
Depois da pausa, entraríamos com o playback de Carmina Burana, mas os aparelhos chineses nem sempre suprem satisfatoriamente anseios sonoros de senhores senis (resumindo, aquela bosta do sampler deu pau), tivemos que entrar no seco mesmo com BARK AT THE MOON. Essa tinha que estar no set. Foi uma das primeiras músicas do Ozzy que eu ouvi… e adorei… Na sequencia tinha que ter alguma do Iron. Era hora de WASTED YEARS. Qualquer música do Maiden pra mim é sempre um prazer, mas essa tinha que estar lá pois a tocávamos desde 1990. A partir daí era hora do Gustavo trabalhar um pouco mais (rsrsrs…) e veio a sequencia LOVE AIN’T NO STRANGER, PERFECT STRANGERS e MR. CROWLEY. Confesso que nessa última tentei fazer alguns improvisos, mas o dedo não respondia da forma correta. Ainda bem que o baixo estava baixo. Acho que ninguém notou… Depois veio BREAKING THE LAW, que no baixo é mais tranqüila e deu pra dar um relax. Tinha que ter pelo menos uma do Judas. A representante do Scorpions (ROCK YOU LIKE A HURRICANE) foi à altura do evento… e também tranqüila no baixo (ufaa!). Em seguida veio FEAR OF THE DARK. Clássico do Maiden dos anos 90, essa era um desafio para mim devido ao desgaste muscular até ali, mas deu pra levar numa boa, evitando um pouco os acordes originais de Steve Harris. O resultado final foi bem recebido. Logo depois veio a representante do Metallica. ENTRE SANDMAN deu novo gás ao show e a galera curtiu muito. Depois dessa, chamamos o eterno amigo/irmão NETÃO para sua participação mais que especial. Enquanto ele se preparava, a banda tocou uma canção de algum desenho (REI LEÃO talvez…) até que tudo estivesse ok. Isso ajudou a entreter a galera . ROCK’N’ROLL ALL NIGHT do Kiss foi tocada pela banda e cantado por mim. Não sei se ficou bom, mas eu curti muito cantá-la (ou melhor, berrá-la) em cima do palco. Com esse line up, fizemos ainda um dos melhores Metal/farofa de todos os tempo. WE’RE NOT GONNA TAKE IT também foi bem recebida pelo pessoal que ajudou a cantar (na verdade eu é que atrapalhei), mas foi bem legal. Depois dessa o Neto me passou as 4 cordas novamente e eu passei o microfone pro Glauco (ufaa!).
Faltava uma pra representar a fundação do Heavy Metal. PARANOID foi escolhida… não falta mais… Fizemos como na versão registrada em Live Evil e o seu final incluiu o riff principal de HEAVEN AND HELL. Nossa pequena homenagem ao gigante Ronnie James DIO.
Pra fechar o show, a escolhida foi SGT. PEPPER’S LONELY HEART CLUB BAND / THE END. Esse final eu sempre quis fazer desde o início do projeto. Ao presenciar o show de Paul McCartney no Morumbi e vê-lo terminar o show com esse medlley, não tive dúvida. Os “tiozão” vão ter que terminar assim também. Mesmo sem as surpresas do telão, acho que foi o final ideal.
Quando tudo parecia terminado, a banda NAJA de fato (Glauco, Rogério e Neto) se reuniram no palco junto com o Gustavo Vettel e tocaram KILLING IN THE NAME (Rage Against the Machine) e BURN (Deep Purple). Eu fiquei no balcão lá embaixo tomando uma água e curtindo aquela reunião. Confesso que foi um momento emocionante.
Mais uma vez quero agradecer a todos… Agora vamos rumo à comemoração dos 50 anos. Provavelmente será um show acústico, com cerca de 10 músicas e pausa para tomar o captopril…
Abs a todos… e até lá.
Sugerimos ler a matéria abaixo (THE UNCLES PARTE 1) antes de ler o texto a seguir…
Toda a parte burocrática resolvida, vamos então colocar em prática o combinado. Marcamos o primeiro ensaio.
Confesso que fiquei apreensivo, pois aos 40 anos tudo é mais difícil, inclusive fazer algo que não se faz há 20 anos…, mas a vida nos coloca desafios e temos que superá-los. Fui com a cara e a coragem… e o baixo, agora de roupagem nova pois acabara de ganhar um case. O coitado havia passado os últimos 24 anos dentro de uma calça de moleton… Antes da primeira música começar eu estava muito feliz de poder compartilhar aquele momento com amigos tão especiais, mas de fato não tinha certeza se daria conta do recado. Para minha grata surpresa, conseguimos passar cerca de 15 músicas já nesse dia e aos poucos as notas, o ritmo, enfim, tudo ia voltando à mente como uma avalanche represada há 20 anos com força total. Nesse ensaio estavamos eu, o Glauco e o Gério. Rendeu bem, mas parecia faltar alguma coisa. Foi então que lembrei do Gugu… não o da Record… mas o brilhante tecladista da banda ROCKJAM… e meu primo. Assisti a um ensaio de sua banda (que por sinal é muito boa) e gostei muito do seu estilo objetivo e certeiro. Sem firulas e rodeios. O cara usa seu teclado de forma simples e direta, dando à música aquilo que ela pede… Enfim, chega de rasgar seda pro cara (Gugu, depois c me paga uma Grapete…).
Pra resumir, convidei-o para integrar os THE UNCLES oficialmente e graças a Deus ele aceitou. Tá bom, tá bom… grande parte do sucesso da banda se deve ao Glauco e ao Gério, que tem um entrosamento de 25 anos e são dois puta músicos bons. Aliás, obrigado por aceitarem fazer parte desse projeto…
Fato é que a partir do segundo ensaio o Gugu participou e contribuiu bastante no som e na segunda voz. Começamos então a trabalhar mais em músicas que não tocavamos juntos e a coisa foi saindo naturalmente.
Desde então estamos nos empenhando bastante e temos conseguido ótimos resultados… Agora é só definir a nova data para o show e fazer uma grande festa para todos os nossos queridos amigos. Contamos com a presença de todos… A próxima publicação do blog será a resenha desse show. Aguardem… postaremos fotos. Vc poderá estar em alguma delas… Abs e até breve…
COMO TUDO COMEÇOU…
Pois é meus queridos amigos. O tempo passa e a vida segue seu rumo, mas chega um momento que as raízes batem à nossa porta e simplesmente temos que fazer aquilo que deve ser feito. Depois de 20 anos de um mega hiato estou de volta para um show muito especial. Antes dos detalhes, vamos do início.
Na verdade tudo isso começa numa rápida e dolorosa conversa com Glauco e Rogério no fim de 1992, quando por motivos pessoais e intransferíveis tive que, a contra gosto, deixar de fazer algo muito importante para mim. Já parei diversas vezes para pensar o por que de ter parado de tocar e nunca cheguei a uma conclusão definitiva. Já culpei Deus e o mundo. Hoje entendo que se existe algum culpado por minha saída do cenário musical, esse alguém fui eu mesmo… as explicações a serem descritas tomariam muito tempo de vocês, então ficaremos por aqui. Enfim, fato é que desde então venho pensando uma maneira de voltar a ativa, mas nunca conseguia me empenhar o suficiente para concretizar esse retorno.
Por algumas vezes participei de reuniões ou ensaios esporádicos onde tocavamos algo sem ensaio (o que sair, saiu…) na garagem ou estúdio de grandes amigos com a finalidade de relembrar bons tempos, tomar uma cerveja e matar saudade. O compromisso começava e terminava ali mesmo, porém a cada vez que acontecia, era com extrema intensidade. Invariavelmente assistia shows de bandas de amigos e sempre com aquela idéia de voltar a fazer isso um dia. O que me consolava era ter o oportunidade de ir aos shows das bandas que me influenciaram e que de repente passaram a se apresentar no Brasil. E assim foi por mais de 10 anos.
Em Outubro de 2003 encontrei-me com Glauco, sujeito este responsável pela minha escolha instrumental direta, (contra baixo – a indireta foi um sujeito chamado Steve Harris…) e no meio de uma conversa, disse a ele que tinha vontade de montar uma banda no intuito de tocar apenas clássicos do Metal especificamente da década de 80, abrangendo bandas como JUDAS PRIEST, IRON MAIDEN, OZZY OSBOURNE, AC/DC entre muitas outras, e depois de muitos devaneios, ele, como sempre muito amigo, ouviu tudo, viajou comigo nas possibilidades e se colocou a disposição para tal projeto, pois ele também gostaria de fazer algo parecido.
Depois disso, ensaiei sozinho e acabei montando um bom set list pessoal de covers, mas nunca mais falamos sobre isso e a coisa acabou se perdendo. Tempos depois ele me convidou para participar de um projeto para tocar pop rock nacional e mpb. Cheguei a fazer um ensaio com a banda, mas eu estava muito tempo parado e além de ter muita dificuldade em acompanhar esse estilo de música, não era uma idéia que me atraía.
Nos últimos anos, sempre que possível eu comparecia aos shows do NAJA, e muito gentilmente a banda me convidava a subir ao palco e fazer alguma brincadeira tocando ou cantando (o que não é o meu forte), mas a galera comprava a brincadeira e a participação era sempre bem recebida.
E o tempo foi passando até que, há cerca de 1 ano apareceu a idéia de comemorar os meus 40 anos de uma maneira marcante… A primeira coisa que veio à mente foi fazer um show memorável. Mas será que conseguiria? Os compromissos e o dia-a-dia vão nos engolindo e quando percebemos lá se vão mais seis meses em 5 minutos. Mas eis que, em Junho de 2011, a Chris resolve montar a tradicional festa junina da família numa chácara e organiza todos os detalhes para tal festança. Ela queria fazer algo diferente, então dei a idéia de chamarmos o pessoal do CACHORRO SURDO NÃO UIVA (projeto musical de Glauco / Marcinho para apresentações e pocket show). Falei com ela, com eles e tudo foi combinado. No dia, depois de alguns contratempos, eles se apresentaram e o que deveria durar 1:30h acabou passando mais de uma hora do combinado, sendo que todos os presentes curtiram, participaram e dançaram a quadrilha mais Rock’n'Roll dos últimos tempos… e com uma participação meio desafinada, mas muito animada deste que vos escreve. Todos entraram no clima e curtiram muito mesmo.
Depois disso, via FACEBOOK, conversávamos eu e Glauco sobre o evento e no meio do assunto mostramos interesse mútuo em fazer algum projeto. Foi quando eu disse que tinha em mente há algum tempo fazer um show de comemoração de 40 anos naquele molde Metal-oitentista, nem que fosse único, o último ou até mesmo o primeiro de uma série, e acertamos que, assim que falássemos com todos os envolvidos a gente concretizaria esse sonho. E foi o que fizemos. Dias depois falei com o Rogério e ele topou de imediato….
===== TO BE CONTINUED =====
Ao final da tour do 1987, VIVIAN CAMPBELL deixa a banda para se juntar ao DEF LEPPARD alegando incompatibilidade de estilo. Na verdade ele estava ficando cada vez mais “light”, pois depois de lançar álbuns matadores com DIO, seu som foi se tornando cada vez mais leve até atingir o ápice junto ao Leppard, onde ele está até hoje. Recentemente chegou a fazer algumas apresentações com o THIN LIZZY, mas sua banda ainda é o Leppard.
Com isso, VANDENBERG permanece como único guitarrista. Ele e COVERDALE iniciaram o processo de composição das músicas do disco, porém, devido a um grave problema nas mãos (provavelmente tendinite ou algo que o valha) o guitarrista teve que se afastar e David foi obrigado a resolver o problemas às pressas e em contato com um guitarrista muito bom chamado STEVE VAI.
STEVE VAI é um sujeito prodígio que nos idos de 1974 teve aulas de guitarra com JOE SATRIANI. Montou algumas bandas e resolveu fazer algo diferente. Pegou um monte de músicas do FRANK ZAPPA (um dos músicos mais imprevisíveis de todos os tempo), passou tudo para partitura e enviou tudo para o próprio Zappa via correio. Nem o próprio Zappa tinha aquele material (ele alegava que passar suas próprias músicas para partitura dava muito trabalho) e ficou encantado com o trabalho do jovem guitarrista. O auge foi quando Vai fez overdubs para as guitarras do álbum YOU ARE WHAT YOU IS, o que fez com que Zappa o contratasse como músico oficial de sua banda em 1980.
Em 1982 ele deixa a banda de Zappa e grava seu primeiro álbum solo (FLEX-ABLE), além de participar de algumas bandas locais. Em 1985 ele foi convidado a substituir YNGWIE MALMSTEEN na banda de GRAHAM BONET (ALCATRAZZ). Bonet ficou mundialmente conhecido quando substituiu DIO no Rainbow em 1979. Com o Alcatrazz, Vai gravou o álbum DISTURBING THE PEACE.
No final de 1985, ele se juntou à banda solo de DAVID LEE ROTH, recém saído do VAN HALEN. Com ele, Vai gravou os álbuns EAT’ EM AND SMILE e SKYSCRAPER. Neste momento a visibilidade mundial de Vai aumentou consideravelmente, o que começou a abrir mais portas para o seu talento. Mostrando-se sempre um guitarrista muito técnico, ele surpreende a todos em 1986, quando se junta ao ex-SEX PISTOLS John Lydon (na época com a banda PUBLIC IMAGES LTD) e lança o álbum ALBUM.
Depois de tudo isso, ele recebe o convite para se juntar ao WHITESNAKE, para marcar de vez seu nome no mundo do rock.
Todas as músicas do álbum SLIP OF THE TONGUE foram compostas por VANDENBERG/COVERDALE, porém quem as gravou foi STEVE VAI. Ele colocou todas as guitarras e todos os solos. Com isso ele se tornou membro oficial da banda, que pode sair em tour com muita segurança. O disco é ainda mais bem trabalhado que seu antecessor, com músicas rápidas e baladas muito bem cantadas e tocadas. Regravaram o clássico de Ready’n’Willing – FOOL FOR YOUR LOVING, numa versão matadora e com solos alucinantes de guitarra. A intenção era quebrar todos os recordes alcançados pela banda até então. Apesar disso tudo, inexplicavelmente o disco vende “apenas” Três Milhões de cópias nos USA (contra Oito Milhões de seu antecessor). Apesar de terem feito uma ótima tour pelo mundo, tocando com as bandas top em todos os lugares, os resultados não agradaram o “big boss” Coverdale, que acabou tomando outras decisões para o início dos anos 1990.
Tempos depois, VANDENBERG disse em algumas entrevistas que o estilo extremamente técnico e “firulento” de Vai não casava com o som mais voltado para o Blues do WHITESNAKE. Particularmente não concordo com essa teoria de Vandenberg, pois a banda já começou a fazer um som mais “firulento” em 1987. Este álbum é apenas a evolução natural de seu antecessor. Certamente os fãs da banda dos anos 70 já não os acompanhavam mais devido a mudança radical de estilo. Eu admiro as duas fases, mas vejo o Whitesnake anos 70 como uma banda e Whitesnake anos 80 como uma outra banda totalmente diferente.